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Pântano do Sul

A Vila da Praia do Pântano do Sul, situada a 30 km do centro de Florianópolis, é uma das últimas colônias de pescadores, formada predominantemente por descendentes de açorianos, que ainda preservam vários costumes locais e chegam com seus barcos durante todo o dia com peixes, lulas e mariscos frescos. O costão de pedras é ideal para pescadores amadores se divertirem e relaxarem. A praia  é comprida e larga,  ideal para boas caminhadas. O mar azul turquesa é calmo e manso, próprio para crianças, com água 100% limpa, já que é a única praia da Ilha  que não recebe canal de água pluvial  ou de esgoto  em toda a extensão da praia (3 km). Os restaurantes possuem cardápios variados, principalmente com frutos do mar  e bons preços.

O distrito do Pântano do Sul originou-se a partir da Lei nº 1042/66 de 12/08/1966 e instalado em 10/12/1967. Sua área é 47,68 Km2 , sendo que dele fazem parte as seguintes localidades: Praia da Solidão, Praia do Saquinho, Praia do Pântano do Sul, Lagoinha do Leste, Praia do Matadeiro, Praia da Armação, Lagoa do Peri e Costa de Dentro. Possui cachoeiras no Rio da  Solidão, trilhas ecológicas, passeios marítimos,  acesso às paradisíacas Praia da Lagoinha do Leste e do Saquinho.

História e bucolismo são atrações que tornam o verão inesquecível

Débora Sanches
Especial para o AN Verão

Até a chegada dos primeiros açorianos à Ilha de Santa Catarina, a localidade do Pântano do Sul era habitada por índios carijós. No local foi encontrado um sambaqui de onde foram retiradas ossadas com mais de 6 mil anos. Atualmente resta apenas um pequeno terreno entre o cemitério e uma propriedade particular. Parte deste sambaqui, que é um dos mais importantes sítios arqueológicos de Santa Catarina, reside embaixo de muitas construções da Ponta do Marisco, ao Norte da praia do Pântano do Sul.
Os colonizadores inicialmente tentaram a agricultura, mas o solo da região não é dos mais férteis. Logo, o mar se apresentou como única saída para garantir a sobrevivência. Com a instalação da Armação Baleeira na praia vizinha da Armação, a pesca ganhou impulso, a localidade cresceu e hoje é uma das três mais ativas comunidades pesqueiras de Florianópolis.
Subordinada desde o início de sua colonização à Freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão da Ilha, somente em 1960 é que se tornou independente, com a criação do distrito do Pântano do Sul. Entretanto isso não alterou a vida do local, que ficou sem energia elétrica até o ano de 1968.
Quem arriscasse uma visita ao Pântano em dia de chuva antes de 1983 corria o sério risco de ter de dormir por lá. Até esta data de boa parte dos 27 quilômetros que separam a comunidade do centro não estava pavimentada.

Asfalto

Arante José Monteiro Filho, presidente da Associação de Moradores do Pântano do Sul e dono do restaurante mais concorrido do local, diz que quando o tempo estava ruim, era comum o restaurante virar pousada e abrigar aqueles que não tinham como voltar para casa.
Hoje, o acesso ao Pântano do Sul está devidamente asfaltado e várias pousadas oferecem estadia para quem quer desfrutar dos encantos do local, ora tradicional comunidade pesqueira, ora concorrido balneário de verão.
Dois cenários distintos compõem seus três quilômetros de praia delimitados ao Norte pela Ponta do Marisco e ao Sul pela Ponta da Régua. No centro da comunidade, ao Norte, o Morro do Pântano forma uma enseada que protege este pedaço da ação dos ventos. Nesta parte o mar é calmo e vai se aprofundando suavemente.
Porém, seguindo em direção ao Sul, a praia se abre para o oceano e para a ação dos ventos. Suas águas tornam-se bravias e buracos formados pelo repuxo enganam os banhistas desavisados. A porção Sul é conhecida como praia dos Açores, por causa de um loteamento com este nome, mas para o soldado Ledenir João de Oliveira, nativo do Pântano, essa divisão não existe. “Para mim é tudo a mesma praia.Não há nenhum limite físico para fazer esta separação”, diz.
Se não existe um costão ou um rio que separe uma praia da outra, o mar se encarrega disso. A mansidão encontrada no centro da comunidade desaparece onde o local é conhecido como Açores. Suas águas agitadas são muito procuradas pelos surfistas e não são recomendadas para quem procura um banho tranqüilo.

Texto retirado de A Notícia

Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte de Florianópolis:

Histórico

Desde muitos anos, que a população denomina a localidade de Pantano e não de Pântano do Sul. Numa pronúncia rápida parece estarem dizendo, PANTO SUL. O topônimo, pântano tem origem no fato de que toda a faixa a oeste da praia, era pantanosa, estruturada por uma série de pequenos rios, que vêm dos morros circunvizinhos. Era um pantanal, e que fora utilizado por muito tempo, para cultivo do arroz irrigado.

A grafia antiga e registrada até 1970, nas Cartas Geográficas e, inclusive pelo uso da comunidade, era pantano sem o acento circunflexo, e não Pântano, com vem sendo aplicado hoje. A mudança da grafia altera a origem popular, que não usa a acentuação, inclusive na pronúncia, logo pantano, o que ortograficamente não estaria correto.

Contudo, fica uma pronúncia provocante o dizer-se pantano, em lugar de pântano, dai porque, ter-se que dar por aceita a nova forma gráfica, alias, correta.

Até a organização da Companha de Pesca de Baleia da Lagoinha, a comunidade de Pântano do Sul, era pequeníssima, e, dizem, lá só habitavam índios (1768).

O Ciclo da Baleia, trouxe o desenvolvimento e a expansão da Armação - Praia do Mandú e do Pântano do Sul, hoje sede do Distrito do mesmo nome.

Descrição Física

Pântano do Sul, é uma praia de pescadores. Muitas embarcações, do tipo baleeira, ocupam praticamente toda a longa praia que vai desde a Ponta da Régua, ao Sul, até a Ponta do Marisco, ao Norte.

Tem uma larga faixa de areia, mais de cem metros em alguns trechos, de areia acinzentada, talvez por estar recebendo através dos anos, depósito de toneladas de restos de peixes, muito geralmente, do cação mangona, principal espécie capturada no Pântano do Sul.

Suas ondas morrem suavemente ao longo da praia.

Dimensões

Extensão - 3.000 metros

Largura - 5 a 100 metros

Usos e Costumes

Pântano do Sul, é mais tradicional praia de pesca, de todo o Estado de Santa Catarina.

Destaca-se pela pesca do cação mangona, e dos cercos de tainha. Tem ainda, atividades de alto mar, com barcos maiores, tanto para captura dos peixes já assinalados, como peixes finos como, garoupa, pijareba, robalo, lagosta, enfim, uma grande variedade de peixes, que são colocados no mercado local, e de outros importantes centros consumidores, do país. Atualmente, a Praia também entrou no circuito do turismo, com razoável infra-estrutura, e bons restaurantes especializados em frutos do mar.

Texto retirado da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte de Florianópolis

Vocês sabiam que Santa Catarina está com um grande projeto em relação a jogos eletrônicos? O Estado vai abrigar o seu primeiro Pólo de Games, provavelmente no início de maio. Vou ficar atento a isso para passar as novidades para vocês.

O Santa Catarina Games também terá um site e dará nome a uma revista trimestral que será publicada reunindo as empresas formadoras da entidade.

O foco principal será o desenvolvimento de softwares, jogos para PC, games para celular e outros projetos voltados para o mercado de tecnologia. A iniciativa promete reunir dezenas de jovens talentos, que terão a oportunidade de mostrar todo o seu potencial e criatividade na produção de games.

Buscando comercializar projetos nacionais no mercado externo, estas empresas empenham seu trabalho, suas criações e suas idéias, em projetos ousados que em breve terão a chance de se tornar reconhecidos.

O Pólo também abrigará a sede da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).

Pelo sétimo ano o Largo da Alfândega recebe escritores, leitores e muitos lançamentos literários na Feira de Rua do Livro de Florianópolis. A novidade deste ano é a inclusão da I Feira Catarinense do Livro no evento, que terá diversas atrações culturais para agradar a todos os públicos.
De 30/4 a 10/5 no Largo da Alfândega.

Ilha do Campeche


Localizada a sudeste de Florianópolis, em frente à Praia do Campeche, a ilha possui um rico ecossistema e abriga representativa parcela do patrimônio arqueológico do Estado de Santa Catarina. Formada por costões e morros recobertos de Mata Atlântica, possui uma única praia com areia fina e extremamente clara. O mar, que tem coloração variando entre verde e turquesa, possui poucas ondas, agradando a mergulhadores e crianças.
Desde fevereiro de 1940, a Ilha do Campeche está sob os cuidados da Associação Couto de Magalhães, uma entidade que atualmente trabalha pela preservação do lugar.

Sítios Arqueológicos

Com mais de 100 petróglifos distribuídos em 10 sítios arqueológicos, nove estações líticas, monumentos rochosos e sambaquis, a Ilha do Campeche foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan como Patrimônio Histórico e Ecológico da Nação.
Segundo estudiosos, o local possui sozinho mais inscrições rupestres que a Ilha de Santa Catarina, a Ilha do Arvoredo e a Ilha das Aranhas, todas juntas. Entre os sinais deixados pelos povos antigos estão símblos geométricos, flechas, zoomorfos e antropomorfos e as máscaras, também encontradas nos costões da praia do Santinho.
As oficinas líticas mostram amoladores em granito e diabásio. Os povos antigos também deixaram um monolito com nove metros de altura e um ponto magnético sinalizado com inscrição rupestre onde as bússolas têm comportamento alterado.

Vegetação Nativa

A mata atlântica abundante na Ilha começou a ser depredada já com os primeiros colonizadores. O principal foco era o pau-campeche, que dá nome ao local e que, a exemplo do pau-brasil, era largamente usado para tingir tecidos.
Além do extrativismo, a vegetação deu lugar a plantações de mandioca que alimentavam os pescadores estabelecidos na Ilha.
Com o tombamento da Ilha, tanto a depredação por extração quanto o cultivo de plantas exóticas deram novamente espaço à mata original, que hoje ocupa uma área de 52 hectares.

Fauna em Desequilíbrio

Com a ocupação da Ilha pela Associação de Pesca Amadora Couto de Magalhães, alguns animais exóticos foram inseridos no local para que exterminassem escorpiões e para que servissem de caça aos pescadores que por ventura ficassem ilhados por conta do mau tempo. Com isso, macacos, quatis, galinhas e patos passaram a fazer parte da paisagem.
O problema é que a caça não atendeu à demanda, e houve um grave desequilíbiro ecológico. Com a mudança para Associação Couto de Magalhães para Preservação da Ilha do Campeche, os macacos foram eliminados da Ilha. No entanto, os quatis ainda permanecem no local, alimentando-se de ovos, pássaros e de restos de comidas deixados pelos visitantes.

Trilhas Monitoradas

Os barcos que chegam à Ilha atracam na Praia da Enseada. Com cerca de 800 metros, esse é o único reduto em que os visitantes podem ficar. Para conhecer os costões, os sítios arqueológicos e os monumentos rochosoos é necessário fazer uma das várias trilhas monitoradas. O valor pago por trilha é de R$ 5,00, sendo que R$ 2,00 são destinados à preservação da Ilha e R$ 3,00 são pagos ao guia.
É expressamente proibido fazer trilhas sem os guias. Também é proibido acampar, fazer fogueiras e levar ou pegar animais e plantas.
Para que a preservação seja efetiva, são permitidos no máximo 400 visitantes por dia no local.
Conheça algumas trilhas da Ilha:

Como Chegar

Há três pontos de saída de barcos para a Ilha do Campeche.
A partir da praia da Armação, o passeio dura aproximadamente meia hora. A partir do Pântano do Sul, quarenta minutos. E a partir da Barra da Lagoa, uma hora e quinze minutos. Os valores variam entre R$ 15,00 e R$ 35,00 por pessoa, dependendo do local de saída.